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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Recuperando o rebanho

Não esperava perder para mim depois de tanto tempo.
E porque não esperava não estava preparada e espantei-me.
Demorei mais do que deveria, gostaria e mais uma porção de ria como se diria no interior, mas me recuperei.
Estou me recuperando.
Não posso perder para mim mesma.
Não posso deixar que a tristeza de um dia dure uma semana.
Que o fato de não gostar do prato me faça abandonar o restaurante.
Que o fato de não ter o meu número me faça deixar para sempre a loja de sapatos preferida.
Não posso perder assim, por tão pouco.
...escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã... já cantava Renato Russo
E eu também já.
Já vivi dias ruins.
Já nem me lembro deles e por isso dou graças.
É uma graça rir da desgraça, não por desespero, apenas por entender que isso não é a vida, é só uma situação de vida, que já vai passar.
Não posso perder para mim porque de mim já sei muito para isso, e mesmo assim todo dia tem alguma coisa nova para aprender.
Eu deveria ter me esforçado um pouco mais e feito o post da última sexta-feira em que fiquei tão cansada que o dia tão útil tornou-se inútil e abandonei palavras sem par.
Recuperando o rebanho.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Obtusidade

Cansada dos obtusos.
Cansada da inutilidade.
Cansada da futilidade.
Cansada dos que geram problemas para ter algo o que fazer.
Cansada de tanta coisa boba quando tanta coisa efervescente, interessante, inteligente está acontecendo.
Cansada da minha teimosia em acreditar.
Cansada da minha mania de achar que depois do um vem o dois.
Uma vez uma pessoa teve paciência de me explicar que minhas palavras duras eram como pregos na madeira...você pode até retirar os pregos depois, mas o buraquinho ficou lá... Sim, podemos pedir desculpas, mas alguma coisa ficou lá. 
Levei um susto. Tento lembrar disso sempre, mas nem sempre funciona.
Quando acontece comigo vejo o monstro em que se transformam as pessoas que são assim.
Não quero mais ser assim.
Cansada dos obtusos.
Cansada dos intrusos.
Cansada de repetir-me.
Cansada de olhar para trás e ver um rastro sem forma e sem cor.
Cansada de adivinhar as mentiras, talvez fosse mais fácil acreditar nelas.
Cansada da estupidez: vocês vão descer pra baixo?
Eu podia ter respondido: mais? é impossível...
Mas a pobre garçonete não entenderia.
Cansada das ironias!