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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sabores

Gomo de laranja, suculento, fresco, textura indescritível.
Jaboticaba. Adjetivo de olhos bonitos das morenas jambo.
Jambo. Fruta com gosto de perfume. Divertida, desconhecida.
Suco de tamarindo. Na casa de sucos da estrada que leva a Presidente Prudente.
Trava o maxilar. Desce desafiando o paladar.
Tamarindo marrom, formato e tato que escondem a impossibilidade de sabor.
Frutas da minha infância.
Amoras caídas no quintal.
Mexerica azeda que trinca dentes e abre a gargalhada.
Brincadeira de criança.
Maça não. Maça era fruta que a mãe dava quando estava doente!
Uva pequena de parreira.
Melancia e abacaxi.
E todas aquelas que não estão aqui, desculpe caqui.
Não tenho fome de frutas, tenho fome da memória que as  frutas guardam em mim.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Todas as frutas

Sou caipira.
Um dos atributos desse target é o gosto pelas frutas que se come no pé.
Moro em uma casa com quintal mas sem terra, não faz mal, tenho frutas nos vasos.
Essa goiabinha aí do lado já comi.
E já colhi jaboticaba, pêssego e pitanga.

As frutas da minha infância são maiores, mais coloridas e mais doces.

Com a minha amiga Ana Rosa eu comia jaca e jambo. Jaca por diversão, não é gostoso.
Na praça principal de Tupã, onde fica o colégio Bartira, onde eu fiz o primário, eu enchia a boca de jatobá, para abri-la em seguida e espantar todo mundo.

E pitanga, tangerina, manga, muita manga!
Jabotica, maracujá, laranja e ameixa (azeda!).
Até mesmo melancia.
Goiaba.
Siriguela.

Todos os sabores, cores e texturas agitam a memória afetiva, um verdadeiro bloco nessa véspera de carnaval ensolarado! Enquanto minha primogênita me adverte:

- mãe, tem uma plaquinha no meu estômago escrito: proibido frutas!