Manga suculenta.
Manga de camisa.
Mangueira para lavar a calçada.
Maneira de sentar.
Madeira na beira da estrada.
Madureira bairro que não visitei.
Madura a manga mancha a manga da camisa, agacha, abre a torneira, pega a mangueira que dá pra lavar.
Madeira na beira da estrada é tronco caído, dá pra sentar e esperar carona pra Madureira.
Manga suculenta.
Manga que... voglio mangiare e nada mais!
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Quintal
As frutas do meu quintal.
Tantos quintais. Dentes de menos, sardas de mais.
Mexerica. Pequenas e azedas.
Difícil descascar, gostoso sentir o maxilar se arrepiar do azedo.
Caldo escorrendo entre dedos compridos.
E amora.
O pé alto, tão forte, com frutas tão pequenas e delicadas.
Esparramadas no chão. Tingindo a terra de um vermelho de sangue.
Na camiseta? Para sempre.
Depois, manga e pitanga.
Pitangas debruçando na varanda, como quem quer entrar na cozinha para o chá.
Na casa branca, casa de boneca, abóbora que não é fruta, mas que cercava as bananeiras.
Laranjas.
As frutas do meu quintal.
Tantos quintais, nunca iguais.
Depois os quintais foram ficando na memória.
Saí do quintal, mas o quintal nunca saiu de mim.
E agora tudo de novo se renovando.
Não tem terra, mas tem vaso grande.
Hoje tenho no meu quintal jabuticabas que dividimos com os passarinhos.
Pitangas, vermelhas, de um doce azedo indescritível.
Goiaba, manga, limão.
E correndo entre tudo isso duas meninas, uma gata e um cão.
Um mundo inteiro num pedacinho de chão!
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