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quarta-feira, 25 de março de 2009

Linha de Raciocínio

Cresci desejando escrever.
E escrevi em minha adolescência, juventude, cartas, cadernos de anotações, diários, poesias, textos para um teatro que também adormeceu.

Esperei anos por essa ferramenta que me permite, agora, continuar escrevendo e melhor, que me permite ser lida!
Mas não imaginava o que mais esse blog poderia me trazer e descobri ontem.

Buscando assunto dia desses fui resgatar um texto antigo escrito depois da leitura de um texto de Mário Quintana, do qual não me lembrava o nome.
Gerou pesquisa, um post, novos amigos escrevendo a respeito e a descoberta de uma peça de teatro baseada no meu texto de Mario.

De um dos atores o convite para ver as fotos da montagem no Orkut.
Humm... eu não tinha mais Orkut, mas queria ver as fotos.
Refiz um perfil só para isso.

E agora, por conta desse perfil, fui encontrada por duas amigas queridas, de grupos diferentes, das quais me lembro bem, tenho saudades e que fizeram e farão diferença na minha vida.

Lídia, onde andava você desde aquele cinema em 1990?
Cida, com quem fui até João Correia na Bahia, onde andava desde 1987?

De um lugar por onde andaram estou segura: dentro do meu coração!

segunda-feira, 2 de março de 2009

E Fabio encontrou a Cômoda

Que não se chama Cômoda e sim Só para Si.
Com isso ele me deu um presente e não mais escrevo para não perder a magia de texto tão simples, tão cotidiano, tão profundo.
Obrigada Fabio!

SÓ PARA SI

Dona Cômoda tem três gavetas. E um ar confortável de senhora rica. Nas gavetas guarda coisas de outros tempos, só para si. Foi sempre assim, dona Cômoda: gorda, fechada, egoísta.

Mario Quintana (Poesia Completa, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005. p. 169)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Procuro a cômoda

A Cômoda de Mário Quintana
tão gorda e fechada não sofreu
menos do que o meu guarda-roupas
alto, desajeito e com a porta
sempre escancarada.
Emparedado, engavetando tantas
bobagens, lutando contra a poeira
sem poder se mexer.
Sofre mais o meu guarda-roupas
porque nunca ninguém irá conhecer.

Escrevi esse texto numa página solta de uma agenda velha no dia 02 de julho de 1990, uma segunda-feira, às 13h30. Hoje procuro pelo poema de Mario Quintana que o provocou e não encontro.
Não na internet. Não tive tempo de olhar meus livros.
Será que o tempo me prega uma peça?
Será que esse poema não existe?

Minha procura me fez encontrar Fabio Rocha (A Magia da Poesia www.fabiorocha.com.br/) a quem enviei um e-mail que gentilmente foi respondido, mas sem esperanças para minha busca: Não sei... Eu tenho a obra completa dele e não lembro pelo título desse poema não. Pode ser falsa autoria...

Será que o tempo me espreita e brinca comigo?
Com meus achados, com meus guardados.
Será que aquele velho guarda-roupas ainda repousa naquele apartamento?
Será uma vendetta daquele que já sabia ser um móvel imóvel, anônimo e quase inútil e agora assim, exposto em um texto ruim, de tantos anos?

Mas encontrei isso:
O espetáculo infantil QUINTANA IN CÔMODA tem roteiro criado a partir de poesias de Mario Quintana.

FICHA TÉCNICA
Roteiro: Ana Carolina Makki Dal Mas
Direção: Fabiano Tadeu Grazioli
Cenografia: Jolcinei Luis Bragagnolo
Figurino: Fabiano Tadeu Grazioli, Jolcinei Luis Bragagnolo
Trilha Sonora: Fabiano Tadeu Grazioli
Iluminação: Ana Carolina Makki Dal Mas
Maquiagem: Grupo Teatro de Gaiola
Elenco: Adriano Massaro, Ana Carolina Makki Dal Mas, Tiago Luis Rigo

Todo dia devo aprender uma coisa nova.
Hoje aprendi que talvez eu não devesse reler essas minhas coisas velhas!