Lá pelos idos de 2009...
É isso mesmo, o tempo passa tão rápido que consideramos 2009 tempos idos, tempos mofados.
E naquele ano, nessa época de Natal, estávamos fazendo compras em uma dessas lojas de material & construção e mais um monte de coisas, quando Valentina encontrou uma coisinha.
Um boneco de neve aprisionado em forma de saleiro. Bonitinho, branquinho, pequenininho.
Quis comprar. Não achamos o preço.
Procuramos em outros setores. Nada. Perguntamos e o vendedor:
- ah não, não é pra vender, era par de um outro que desapareceu, era de por pimenta, alguém deve ter levado e não tem mais
E Valentina:
- ah Pobrezinho, vai ficar aqui sozinho?
Falei com o gerente, nos vendeu por algo em torno de R$ 3,00 para efeito de saída.
Ele é feliz em casa, apesar de ter sido batizado de Pobrezinho. Compõe nossa decoração de natal e depois, no dia 6 de janeiro, é recolhido com todos os outros apetrechos.
É um xodó de Valentina.
Ela também enxerga a alma das coisas e isso me encanta.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Eu nasci assim
Quando meu pai era vivo todos faziam caras e muxoxos porque ele contava sempre as mesmas histórias.
Menos eu. Eu gostava de ouvir. Talvez fosse um prenúncio de que eu viria a fazer a mesma coisa.
E eu faço. Eu conto sempre as mesmas histórias. Muitas vezes para as mesmas pessoas.
Hoje na hora do almoço contei de novo uma das minhas preferidas.
Eu nasci em casa. Minha avó Amélia fez o meu parto.
Minha mãe tinha 34 anos e três filhos crescidos.
Minha avó atravessou a rua comigo no colo, toda embonecada e me pesou na balança do armazém.
Pesei 4,5 kg. Não posso acreditar. Balança de armazém tem lá seus truques e não quero crer que ela tirou toda a minha roupa para pesar, no meio do armazém?
Era abril, 28. Tinha chovido na noite anterior e o dia amanhecera lindo.
Essa é a minha história.
Foi assim que cheguei. Entre mulheres naturalmente belas em sua essência.
E, talvez por isso, eu goste tanto de contar. Foi assim que eu nasci.
Menos eu. Eu gostava de ouvir. Talvez fosse um prenúncio de que eu viria a fazer a mesma coisa.
E eu faço. Eu conto sempre as mesmas histórias. Muitas vezes para as mesmas pessoas.
Hoje na hora do almoço contei de novo uma das minhas preferidas.
Eu nasci em casa. Minha avó Amélia fez o meu parto.
Minha mãe tinha 34 anos e três filhos crescidos.
Minha avó atravessou a rua comigo no colo, toda embonecada e me pesou na balança do armazém.
Pesei 4,5 kg. Não posso acreditar. Balança de armazém tem lá seus truques e não quero crer que ela tirou toda a minha roupa para pesar, no meio do armazém?
Era abril, 28. Tinha chovido na noite anterior e o dia amanhecera lindo.
Essa é a minha história.
Foi assim que cheguei. Entre mulheres naturalmente belas em sua essência.
E, talvez por isso, eu goste tanto de contar. Foi assim que eu nasci.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
nada
apertou o passo, mas a chuva não veio
arrumou a gaveta, mas não coube mais nada
lavou o copo, mas não teve coragem de macular a gotinha com o pano de prato tão feio
olhou o relógio, o tempo não se acelerou
apertou o peito, a dor não passou
olhou a janela, mas nenhum passarinho cantou
ligou a tv, mas nem pra tela olhou
discou um número, mas desistiu de falar alô
abriu a geladeira, mas nem o leite piscou
estava sozinha no mundo, e nem deus a escutou
arrumou a gaveta, mas não coube mais nada
lavou o copo, mas não teve coragem de macular a gotinha com o pano de prato tão feio
olhou o relógio, o tempo não se acelerou
apertou o peito, a dor não passou
olhou a janela, mas nenhum passarinho cantou
ligou a tv, mas nem pra tela olhou
discou um número, mas desistiu de falar alô
abriu a geladeira, mas nem o leite piscou
estava sozinha no mundo, e nem deus a escutou
Assinar:
Postagens (Atom)

