Mostrando postagens com marcador expectativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador expectativa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de julho de 2011

Planos

Não somos donos de nossos planos e nossas expectativas se divertem com nossa angústia.
A vida não para, alguns ficam pelo caminho. Há os que ficam por decisão e os que são arrastados, como se já estivessem indo na contramão.
Quando alguém se vai uma porção de perguntas vêm.
Sabemos como nossa história começa, aguentamos o seu desenrolar, mas nunca sabemos como é que vai terminar.
Cada um de nós tem um roteiro, mas é uma criação coletiva, podemos inserir uns "cacos", admissíveis por qualquer diretor.
Mas toda a história pode se modificar a partir daí e qualquer um pode perder o controle.
Não somos donos de nossos planos.
Ficar quieto e esperar não é o mesmo que sentar-se e ficar inerte.
Quem não encontra a conjunção entre corpo cansado e alma tranquila pode não entender e passar a vida procurando algo que está bem debaixo do seu nariz!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Expectativa

Vejo o outro lado do abismo, mas não sei como chegar lá.
Enxergo um caminho sem fim, mas não sei como alcançar o primeiro passo.
Uma estrada reta, sem setas. Gosto de olhar para as pedrinhas do chão.
Gosto de olhar para as árvores enormes, mas gosto também de olhar os matinhos que crescem rasteiros na beira da estrada.
E esse buraco no meio que não dá nenhum sinal de como poderia ser ultrapassado.
Vejo o outro lado do abismo. De fundo escuro, parecendo infinito, talvez com um marulhar de água que escorre.
De água que me ignora, que não tem a pretensão de matar a minha sede, tão pouco de me afogar.
Vejo a estrada reta, sei aonde ela vai dar.
É um tempo presente, mas sei que o futuro que me espreita pode não me alcançar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Não era assim, não era?

E todo mundo pensou que tudo estava bem.
Mas o jardim era artificial.
A luz era fria.
A janela era pequena.

E todo mundo achava que ele era feliz.
Mas a namorada não o queria mais.
A mãe já não ligava nem no aniversário.
O livro que ia escrever não saia da página três.

E todo mundo acreditava que ela era do bem.
Mas articulou e se alojou em espaço alheio.
O bom dia já não era necessário.
Estar sempre foi mais importante que ser.

E todo mundo sonhou que seria melhor.
Mas o sol não nasceu.
O caminho não funcionou.
O café não aqueceu nenhuma discussão.

E todos sempre esperam o melhor.
E por isso quando as coisas dão errado, ah...
É preciso lamentar até esgotar um pouco
Até cansar e depois ir descobrindo as pequenas
Coisas boas se é que há
Há, há que procurar, há que ter paciência
Há que pensar que a chuva acomoda a alma
Dá-lhe tempo para se reanimar
Ah, será que dá?