Olhou e não viu
Olhou de novo e tudo pareceu reluzir
Nunca se sabe onde os sentimentos se escondem
Nem dentro da gente
Nem fora
Nem além
Festa Junina
Festa da escola
Festa na rua
Festa - quem define a festa é o estado de espírito
Um estado inabitado
Olhou e não viu
Olhou de novo e tudo pareceu reluzir
Aproveitou a luz
Depois perdeu
Buscou outras festas
Lembra do nome
E de nada mais
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Preparação
Uma palavra para cada ano de minha existência.
Explorar a vida escondida em cada significado.
Significância.
Uma palavra boa pode dizer uma coisa ruim e uma palavra ruim pode dizer uma coisa boa.
O que somos nem sempre se diz, o que se diz nem sempre reflete o que somos.
Assim como preparam as fantasias para o carnaval mesmo em meio a tragédias, eu preparo as palavras para meu quadragésimo sétimo ano.
É a minha festa e mesmo quando a arquibancada não está lotada eu desfilo minhas palavras.
existência
caminho
fala
descoberta
pergunta
curiosidade
medo
imposição
composição
poesia
disputa
realidade
medo
decisão
brilhantes
vazio
novo
incerteza
ímpar
passado
presente
par
brilho
perda
ansiedade
metade
dois
conquista
sacrifício
tempo
lugar
recomeço
desistência
luto
nascimento
detalhes
fronteira
nascimento
revisão
terço
ultrapassagem
nada
passaporte
sorte
além
refém
Explorar a vida escondida em cada significado.
Significância.
Uma palavra boa pode dizer uma coisa ruim e uma palavra ruim pode dizer uma coisa boa.
O que somos nem sempre se diz, o que se diz nem sempre reflete o que somos.
Assim como preparam as fantasias para o carnaval mesmo em meio a tragédias, eu preparo as palavras para meu quadragésimo sétimo ano.
É a minha festa e mesmo quando a arquibancada não está lotada eu desfilo minhas palavras.
existência
caminho
fala
descoberta
pergunta
curiosidade
medo
imposição
composição
poesia
disputa
realidade
medo
decisão
brilhantes
vazio
novo
incerteza
ímpar
passado
presente
par
brilho
perda
ansiedade
metade
dois
conquista
sacrifício
tempo
lugar
recomeço
desistência
luto
nascimento
detalhes
fronteira
nascimento
revisão
terço
ultrapassagem
nada
passaporte
sorte
além
refém
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A festa
Ele não gostava de festas e ficava amuado quando se sentia na obrigação de ir a uma delas.
Final de ano então, um horror.
O cabelo nunca estava em ordem.
Os poros da barba sempre inflamados em véspera de festa e, não raro, uma espinha ou outra resolvia aparecer.
A mãe sempre falava que era nervoso. Nervoso de ficar no meio de muitas outras pessoas.
Que não sabia para quem havia puxado tão tímido menino.
E ele não se atrevia a responder.
Não a uma mulher que não saía de casa a não ser para ir à missa e que nunca mais fora ao cinema desde que ficara viúva.
O fato é que não gostava de festas e no final do ano elas pipocavam.
Não festas que tivesse vontade de ir, onde encontraria amigos, não, dessas ele não sabia, não era convidado, não estava envolvido, não tinha amigos.
A não ser o Zé, igual aquela música que alguém escrevera inspirado nele, tamanha coincidência!
A roupa sempre parecia nova. E era mesmo, mas não era para parecer.
Não gostava de festas.
Naquela resolveu que não iria. Mas saiu arrumado, elegante, para orgulho da mãe.
Estacionou o carro em um canto escondido do shopping e sem olhar muito para os lados entrou no cinema na última sessão.
A chuva derrubava árvores e inundava rios lá fora.
A mãe protegida em casa, de olho na televisão.
Ele mergulhado na história do filme.
Levariam um tempo ainda até se reencontrarem e se abraçarem com alívio depois que a música de notícia extra estremeceu a sala...
O teto do clube onde a festa ocorria desabara e muitos feridos estavam sendo atendidos em vários hospitais da região.
O Rubens ia ter que contar para a mãe que não estava lá!
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