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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

85

Oitenta e cinco partidas de futebol.
85 estradas percorridas.
Oitenta e cinco palavras boas.
85 piadas.
Oitenta e cinco bacias de pipoca.
85 sopas diferentes.
Oitenta e cinco beijos.
85 broncas.
Oitenta e cinco contas.
85 desenhos.
Oitenta e cinco anos que pararam nos setenta e 2.
Um coração que parou, o seu.
Um coração que acelerou, o meu.
Para suportar olhos que agora veem por dois.
Feliz aniversário pai.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

9 anos de Valentina!


De manhã, enquanto eu tomava café, um beija-flor me espiou pela janela da sala.
Como quem queria entrar.
E queria.
Ele procurava uma flor, Valentina, para dar parabéns pelo aniversário!
Um beija-flor procurando sua flor.
Nove. Nove anos.

Nove, o número da sabedoria. Para um ser tão pequeno?
E tão sorridente, de olhos tão brilhantes, é claro!
Coroamento dos esforços, término de um ciclo.
Há noves anos, na primavera, eu ganhava uma flor.
De inestimável e indivisível amor.
Que ensina pequenos truques.
Que lê as enciclopédias ainda em papel e me conta segredos de animais.
Coisas da ciência.
Que quietinha num canto perguntada sobre o que está fazendo responde:
- Não achei nada legal, então estou lendo sobre a gravidade, você sabia que...
A menina que quer comprar um furão...
A menina que vai pedir ao papai noel um ovo de dragão...
A menina que vai pedir ao papai um tablet...
A menina que gosta de tomar chá...
A menina que adora ajudar, por a mesa, guardar copos...
A menina que adora contar histórias, ler antes de dormir, desenhar...
Quanto mais descubro as pequenas coisas, mais tenho certeza de que lá está uma grande alma porque singela e nada fugaz!
Valentina e nada mais.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Rositta

Exuberante.
Foi a primeira palavra que usaram para descrevê-la.
Cheia de vigor e alegria, foram os sinônimos que usaram para traduzir!
E então ela chegou.
Cheia de histórias para contar de um mundo que eu ainda não conhecia.
De uma Espanha do outro lado do oceano.
De um Canadá muito gelado.
De uma Porto Alegre cheia de graça e amor.
Ruiva.
Ruiva como eu sempre quisera ser.
Cheia de presentes e mais do que presentes, de palavras doces sempre com a intenção de acolher.
E tinha as meias-calças mais lindas e charmosas.
Um carro roxo que caia bem para uma corintiana de coração.
Que amava uma dálmata e em nada lembrava a Cruela!
Que tratava a Susan como filha.
Que falava inglês como ninguém.
Que indicou-me para um contato profissional que me abriu um novo mundo.
Uma risada sem preguiça de ser sonora.
Um choro que guardava no coração.
Um apartamento nas ladeiras da Vila Madalena e tudo ia tão bem,
mas quis o destino que cruzasse o oceano de volta para o frescor
dos cogumelos.
Levou Theodoro.
E todos os adoramos.
E agora, o que faço eu com essa pessoa linda que faz aniversário hoje?
Rabisco umas palavras apressadas para lembrar que ela nunca será esquecida, onde quer que esteja.
Mulher de nome comprido, mas que para nós é Rositta.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aniversário

fui encontrada
e depois encontrei
todo dia novo
um novo dia para festejar
andar juntos
de mãos dadas ou 
do outro
lado da calçada
não há um jeito certo de viver
há um eterno conhecer
coisas de que gostamos mais
coisas de que gostamos menos
o mesmo time de futebol
eu e todos os meus livros
você e todas as suas revistas e manuais
os filmes, as músicas
o vinho 
depois uma menina
e depois outra
a vida crescendo ao nosso redor
quando você nasceu
eu já tinha quatro meses
mas nem por isso eu sabia
mais da vida
mas sei hoje que sem você
ela não teria a graça que tem,
José

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Praticamente

12 anos faz a minha primogênita.
Há doze anos eu nascia como mãe.
Uma pessoa que teria para quem contar histórias.
Uma pessoa que passaria noites sem dormir e alguns dias com termômetros na mão.
Mas nada muito grave além de um dedo de pé quebrado, um tímpano estourado.
Quando era apenas um pacotinho protegido do frio eu pensava: quando vai sentar?
E depois: quando vai andar?
E então as perguntas são retóricas... depois que começou a andar passou a ser: mas será que não pode parar por um minuto?
Depois a ansiedade pelas primeiras palavras. E segundas e terceiras até um momento em que o tom de voz se altera e a pergunta é: mas será que não pode ficar quieta por um segundo??
É um fantástico mundo real-imaginário.
De expectativas e realidade, nem sempre aumentada.
12 anos faz a minha primogênita.
A idade do praticamente.
Dependendo da situação ela me diz: mãe, sou praticamente uma adolescente... ou... mãe, sou praticamente uma criança!!
E eu a amo em ambas as situações, ainda que ela mesma me tenha dito já há alguns anos:
mãe, você sabe que o cordão umbilical já saiu cortado da maternidade, né?
Eu apenas sorri. Se dissesse qualquer coisa entregaria meu nó na garganta.
E esse não desata enquanto olho pra ela!


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ontem, véspera de hoje

Hoje, uma véspera de ontem.
Hoje faz 17 anos que fiz 30 anos.
Ser adolescente com experiência de adulto. É muito bom.
Algumas coisas não aprendi. Mas aprendi que não preciso levar a vida tão a sério! Ainda não tirei 10 nessa lição. Talvez eu precise de reforço.
Não importa.
Tenho anos.
Anos de estudo.
Anos de festas e viagens.
Anos de trabalho.
Anos cuidando das minhas meninas e do meu amor.
Segundos, horas, são pontos nessa manta de delicado crochet que é nossa vida.
Um nozinho ou outro pode aparecer, mas quando estendida na cama, com um raio de sol destacando as cores das linhas, que maravilha.
Tenho amigos.
Tenho livros.
Tenho um cão e uma gata.
Tenho palavras que não me deixam só.
E agora tenho sono e muitas felicitações para ler, reler, recolher e guardar para contar histórias no meu entardecer!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Antes de amadurecer

- O que vai comprar para ela no aniversário?
- Ainda não sei, mas talvez um perfume.
- Eu nunca dou perfume, e se a pessoa não gosta?
- Mas eu sei o perfume que ela usa, usa sempre o mesmo e ainda outro dia me disse que precisava comprar.
- E se já comprou?
- Guarda ou troca por outra coisa, validade de perfume é bem longa e ela usa bastante.
- E você, o que vai comprar?
- Um livro.
- Que ótima ideia.
- Como assim ótima ideia? Você acha mesmo?
- Acho, ela adora livros. Que livro? Já escolheu?
- Não. Pensei em perguntar pra irmã dela.
- É mesmo, pergunta. Uma vez ela me disse que sempre tem um monte de livros que quer ler anotados na agenda.
- Ela usa agenda? De papel?
- Não sei se é de papel, mas parece que existe uma agenda com anotações de livros que quer ler.
- Prático não é? Mas na verdade eu queria mesmo era dar algo bem diferente.
- O que é diferente?
- Um colar de pedras de Minas.
- Mas ela usa isso? Nunca vi.
- Podia ser uma imagem de santo.
- Santo? Mas acho que ela nem é muito de ir à igreja.
- Mas é católica que eu sei, ela me contou histórias de quando fez a primeira comunhão.
- Não sei.
- E um xale?
- Não é coisa de velha?
- Se for bem bonito não.
- Ué, porque se for bonito? Quer dizer que se for feio tem que ser de velha? Velha não pode ter xale bonito?
- Pode, eu não me expliquei direito.
- Mas quanto você tem pra gastar nesse presente?
- Ainda nada. Minha mãe me dá um dinheiro por semana, dez reais, tem semana que falha, mas ela já garantiu que agora não vai falhar.
- Eu vou pedir pro meu pai quando ele vier me visitar, mas só que de vez em quando, é dia de visita e ele não vem. E se passar o aniversário dela?
- Se minha mãe me der os dez reais a gente dá o presente junto e depois quando seu pai vier você me dá a metade.
- Mas eu acho que com esse dinheiro não dá pra comprar nem a minha ideia e nem a sua.
- E agora?
- A gente fica pensando em outra ideia, mas por garantia a gente faz um cartão.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Entre velas e band-aids

Começou o mês de abril.
Apesar das brincadeiras do dia da mentira, cuja origem encontra várias explicações, é bem verdade que começou o mês de abril. O mês do meu aniversário. De volta ao número ímpar, que alívio.   
Gosto menos dos números pares, apesar do dia, mês e ano de meu nascimento serem dessa natureza. Porém, a soma total resulta em 7. Salva por uma artimanha.
Gosto especialmente de uma das explicações para o primeiro de abril, também chamado dia dos bobos. Mas quem não é bobo em algum momento?
No começo do século XVI (par) o ano novo era festejado no dia 25 de março (ímpar), data que marcava o início da primavera e as festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564 (par), após a adoção do calendário gregoriano o rei Carlos IX (ímpar) de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro (ímpar).
Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril.
Uns gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries (piadas).
Piadas sem par, ou seja, ímpares.

Gosto dos franceses. Da música, do biquinho para falar, do pão, do vinho e dos Band-Aids, ok, essa é marca registrada da Johnson & Johnson, mas os band-aids franceses são imbatíveis e os meus estão acabando. E isso não é primeiro de abril, preciso voltar à França.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Preparação

Uma palavra para cada ano de minha existência.
Explorar a vida escondida em cada significado.
Significância.
Uma palavra boa pode dizer uma coisa ruim e uma palavra ruim pode dizer uma coisa boa.
O que somos nem sempre se diz, o que se diz nem sempre reflete o que somos.
Assim como preparam as fantasias para o carnaval mesmo em meio a tragédias, eu preparo as palavras para meu quadragésimo sétimo ano.
É a minha festa e mesmo quando a arquibancada não está lotada eu desfilo minhas palavras.
existência
caminho
fala
descoberta
pergunta
curiosidade
medo
imposição
composição
poesia
disputa
realidade
medo
decisão
brilhantes
vazio
novo
incerteza
ímpar
passado
presente
par
brilho
perda
ansiedade
metade
dois
conquista
sacrifício
tempo
lugar
recomeço
desistência
luto
nascimento
detalhes
fronteira
nascimento
revisão
terço
ultrapassagem
nada
passaporte
sorte
além
refém

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mariana

A Mariana é uma mocinha.
Uma mocinha que conheço há pouco mais de dez anos.
Quase uma mulher.
Uma menina que nasceu daquela menina que brincava comigo de Vera no quintal.
Mariana é a minha sobrinha, a minha afilhada, a menina de olhos espertos que foi crescendo longe de mim, mas bem pertinho do meu coração.

Mariana é a menina para quem perguntávamos:
- Mariana, que carro o seu pai tem?

Só para nos divertirmos com o inusitado da resposta:
- meu pai tem um carro humilde!
Fosse qual fosse! A definição para os carros do pai era sempre essa: meu pai tem um carro humilde.

E o que você quer comer Mariana?
- uma comida simples
- uma comida simples?
- é, arroz, feijão e ovo
Respostas minimalistas.

Ah, mas Mariana não é mais assim!
Agora Mariana conhece todos os conjuntos (ai que palavra de velho!), conhece todas as bandas, os grupos musicais.
Sabe nome, tem fotos, sabe quando serão os shows.
A Mariana usa roupas coloridas, a Mariana vai crescendo mais depressa do que se podia supor!
E não dou conta de acompanhar.
E quando a revejo não cabe mais no meu colo e aperto as bochechas como tia “quase velha” que sou e ela não reclama.
Ri um riso largo.

A Mariana é uma menina encantadora.
A Mariana faz aniversário hoje e eu nem sei o que ela gostaria de ganhar de presente, mas acho que um bolo simples e uma lembrancinha humilde fazem a alegria dessa menina, que faz a alegria da gente!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Menina de oito anos

E o que posso ver nesse olhar profundo senão oito anos de alegria?
Um bebê de cabelos cacheados e boca cor de rosa que encantava a todos e aconchegada em meus braços não queria nada mais que crescer.
E foi crescendo, para meu espanto e admiração, ultrapassando os limites dos meus braços, mas jamais dos meus abraços.
Dos murmúrios às primeiras palavras e dessas para as primeiras frases e agora, inconteste, quase uma conversa de adulto.
De livros e filmes, de quero isso e não quero aquilo.
E ser mãe desse encanto de oito anos é entender que tudo pode passar, mas não esse olhar.
Que esse amor em olhos que se reviram quando contrariada ultrapassa qualquer limite.
Ser mãe de uma menina de oito anos é ser convidada para tomar chá com todo o planejamento de uma cerimônia:
- Mãe, eu quero o joguinho de chá de porcelana para pintar! Eu ganho no meu aniversário dia 28, pinto no dia 29 e no dia 30 é o chá!
Estamos todos convidados, a família toda.
Ser mãe de uma menina de oito anos é xeretar o futuro com a delícia das respostas inusitadas para as perguntas mais prontas que se conhece!
- O que vai ser quando crescer?
- Espiã da “Flança”

E passado um tempo:
- Vou ser dona de zoológico
- Que bacana, pode estudar veterinária!
- Não, não precisa, vou ser só a dona, eu contrato o veterinário!

E vai crescendo mais depressa do que imaginamos.
Mais depressa do que gostaríamos.
E é singela essa menina. Sedutora em sua candura. Mais traquina do que demonstra.
Perspicaz, capaz de acalmar os arroubos de qualquer um e conquistar o seu espaço.
Que aprende devagar, mas a seu tempo, a rir de si mesma, mas que ri da vida e assim fica mais fácil.
Nossa caçula faz aniversário e sabe que, na nossa vida, é o grande presente!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O que são 20 anos?

E o que tenho a dizer depois de vinte anos senão que estou preparada para mais vinte e que escolheria de novo o meu José?
Que me lembro da chuva forte que nos deixou ensopados em um Ibirapuera ainda puro, com uma câmara fotográfica na mão fazendo um trabalho de faculdade.
Que me lembro dos passeios de bicicleta.
De tantos filmes que assistíamos caminhando pela paulista.
Do suco na casa de sucos.
Das viagens de ônibus para o interior de São Paulo, roteiro mãe-sogra, sogra-mãe.
Da rotina de levantar cedo aos sábados para andar a cavalo na hípica de Mairiporã e depois almoço no O Velhão.
De comprar tantos CDs no Eldorado da Pamplona que agora é Carrefour que nem dávamos conta de ouvir tantas músicas.
E de termos feito uma assinatura na locadora de vídeos quando o DVD surgiu em nossa vida.
E o que tenho a dizer depois de tantos anos?
Do quanto ficamos com cara de e agora? Quando a primeira gravidez surgiu e era ano de ir à Itália depois de Espanha e Portugal.
E lembro-me de ter me casado com você muitas vezes.
E do que mais me lembro são dos dias absolutamente úteis em que ganhei café na cama, uma música, um telefonema de como você está?
E como escrever um livro ou um filme se uma grande história é feita apenas de pequenas coisas?
E a alegria que foi depois da nossa família ter três pessoas recebermos a quarta criatura que completaria tudo?
E Juca & Jaqueline nossos primeiros gatos.
E Haku nosso primeiro cachorro.
E tantas casas que moramos. E tantos objetos que eu quis comprar e você quis construir.
E a mansão de bonecas que construiu com as meninas? Dois andares, janelas com sol e estrelas, cores, piso especial.
E os pães e os jantares com os amigos.
E os silêncios e as caras amarradas inevitáveis.
E a sua mania de anotar números de telefones em pedaços quase invisíveis de papel.
E o seu tempo tranqüilo de sair enquanto fico esperando na porta com a bolsa a tiracolo fazendo caras e bocas.
Um dia de cada vez. As meninas nos revelando, crescendo, pontuando uma existência útil.
Quem há de querer saber disso tudo senão nós dois e nossos netos quando a nossa infância voltar?

segunda-feira, 16 de março de 2009

Desconexo

Hoje é 16 de março.
Não faz diferença para muita gente.
É muito importante para uns outros tantos.
Coisas boas acontecem com alguns e coisas ruins acontecem para outros.
A cada dia, a cada hora e minuto estamos construindo a história.
Hoje é aniversário de minha irmã mais velha, não vou correr o risco de mencionar quantos.
Perco tempo pensando em coisas que ocupam um espaço enorme do meu tempo cerebral e onde será que me levam?
Enquanto dirijo penso: quem com um carro igual ao meu está estacionando agora?
Quantas pessoas? Em que lugares? Estão felizes?
Quando ouço um música no rádio, penso a mesma coisa. Eu não estou gostando, não quero cantar junto, mas quantas pessoas estão gostando? Quantas estão cantando?
Será que dentre essas, alguém canta até melhor e não se tornou cantor ou cantora porque nem sabia que tinha voz tão boa? Ou desejou muito mas não encontrou seu espaço?
E vou ocupando o meu arquivo cerebral com conjunturas.
Para onde elas vão?
Buscar respostas?
Enquanto escrevo esse post penso em outro que talvez pudesse ser mais interessante.
Mas para quem?
De que lado o anjo e o demonio sussuram em meus ouvidos se, quase como meu pai ambidestro, eu não distinguo direito/esquerdo para pensar?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

When the Moon...

Nunca me ocorreu que essa conjunção astral ocorreria de verdade.
Pensei que era apenas uma canção que não ouso cantar porque devo poupar o equilibrio do universo do meu desequilibrio vocal.
Mas, recebi um email contando que depois de 40 anos esse fato, de fato, ia ocorrer. E deve ter sido assim, no último sábado, dia 14, ao alvorecer.

Tive um amigo que acreditava nessa canção e também acreditava na paz.
Hoje ele faria 44 anos, mas deixou de fazer aniversários em 10 de dezembro de 1988.
Ele não amanheceu para ver a lua na sétima casa e júpiter alinhado a marte, deve estar varrendo as estrelas.

O mais incrível é pensar que ele não conheceu a internet.
Ele não conheceu minhas filhas.
Ele não conheceu Granada.
Ele não entendeu a pergunta: porque Tico e não Chico?
Ele não viu minhas sapatilhas ganharem saltos altos e, certamente, imagina que em uma reunião de negócios eu seja apenas uma personagem.
Ele não conheceu celular.
Ele não se preocupou com inspeção veicular.
Ele votou no PT, minha nossa! Como reescrever essa parte da biografia?

Uma das mortes da minha vida, when the moon...Não, não sei onde ela estava!