quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dinamitaram a Serra de Quintana

Eu não fui uma criança fácil. Para os outros, para mim tudo acontecia como mágica.
Pena que a mágica se foi.
Eu tinha irmãs adolescentes, que tinham namorados e eu passeava com eles.
Não eram passeios inocentes, ir a sorveteria escolher um sabor.
Não, isso era para amadores.
Eu fui com minhas irmãs e seus pares à Serra de Quintana, hoje já dinamitada, sem qualquer razão que me convença do por que. E o que encontro na web sobre ela: ...foi a trinta e cinco anos atraz (sic) (serra de quintana, prox a Marilia)) uma luz no ceu que se...
Uma serra, morro, terra, mato, subir, se arranhar nos arbustos.
E lá estava eu. E em parte do caminho no colo do Zé, o namorado da minha irmã mais velha.
E não só eu. O Rodrigo também.
O Rodrigo era um bonecão de plástico que, naquela época, carregava para todo lado.
Ele só de calçãozinho vermelho, naquele sol!
O que havia em mim que orquestrava toda a situação de modo que todos os meus desejos se realizavam?
Nada.
Havia neles, nas minhas irmãs e irmão, um amor, um desprendimento, um carinho que não tenho idéia de como retribuir.
A mágica e o encantamento nunca estiveram em mim, estiveram sempre na bondade deles.
Eu sou uma pessoa de sorte, eu tive e tenho o privilégio de nascer entre os bons!

Um comentário:

  1. Adorei! Poucos reconhecem a mágia do cotidiano, quiça o previlégio da companhia...

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